sábado, 30 de junho de 2012

VISÃO DO CÉU, PURGATÓRIO E INFERNO - VIDENTE: MARCOS TADEU TEIXEIRA Dia 18 de julho de 1993 -

VIDENTE: MARCOS TADEU TEIXEIRAVISÃO DO CÉU, PURGATÓRIO E INFERNODia 18 de julho de 1993Nas Aparições de Jacareí - SP - Brasil
 


 O vidente Marcos Tadeu nos relata: "- Eu estava na casa de uma vidente de Minas Gerais, e rezávamos em uma das salas de sua casa. Haviam três pessoas conosco: sua mãe, a minha tia Rosária e uma moça. No meio da oração, Nossa Senhora apareceu e disse:

"- Vou levá-los Comigo para verem o Céu, o inferno e o purgatório."

O Céu brilha mais do que o núcleo do sol... para todas as direções a que olhávamos, era luz, apenas luz, luz sobrenatural, que provoca impressões e efeitos no mais íntimo do coração e da alma. A vista desta luz como que enche e sacia, plenifica a alma, a ponto de não se conseguir desejar mais nada, sente-se que se possui muito mais do que se poderia sonhar em poder desejar.

Vimos os Anjos, que pareciam transparentes como cristal. Vestiam-se de branco; de vermelho-claro; de creme e de dourado. Seus cabelos brilhavam mais do que o ouro atravessado pelo sol. Seus rostos eram brilhantes como o relâmpago. Cantavam hinos maravilhosos, lindíssimos, jamais vistos e nem conhecidos na face da terra... Voavam de um lado para o outro, e quando encontravam-se, pareciam transparentes, deixando ver os que passavam por trás uns dos outros. Alguns carregavam flores brancas, outros, vermelhas, e outros amarelas.

Vimos uma grande multidão ajoelhada, que entendemos tratarem-se dos eleitos de DEUS. Alguns cantavam, outros rezavam. Seus rostos transmitiam uma imensa Paz; eles pareciam pessoas muito felizes, pessoas que possuíam tudo... que possuíam a Paz. Não eram nem gordos nem magros, e sim como pessoas normais. Ninguém era velho, eram todos jovens, aparentando ter de 18 a 20 anos aproximadamente. Suas vestes eram brancas, cinza, vermelhas e amarelas.

Não vimos a DEUS Pai e nem Jesus no Céu, mas sim uma ‘claridade inacessível’, na qual não podíamos distingüir quem lá estava. Eu cheguei a reconhecer algumas pessoas, outras, porém, eu nunca havia visto antes.

Vimos também uma grande quantidade de flores, das mais variadas formas e cores, mais parecidas com cristais coloridos atravessados pelo sol. Eram maravilhosas, embora não haja palavras para descrever essa beleza e essas realidades eternas que vimos no Céu. De repente, Nossa Senhora nos disse:

"- Esta é a premiação para aqueles que são justos, bons, obedecem a DEUS e O amam sobre todas as coisas..."

Desapareceu o Céu; então descemos um pouco e paramos diante de uma grande porta escura. Alguém do lado de dentro a abriu. Nossa Senhora então nos mostrou como que uma grande caverna escura, cheia de denso nevoeiro. Não víamos as pessoas lá dentro, mas escutávamos apenas as suas vozes, orações, lamentos e súplicas.

Ouvimos também barulhos de pessoas e coisas chocando-se umas com as outras. Ouvimos também o barulho de chicotadas e correntes. Havia fogo também naquele lugar... um fogo terrível... Nossa Senhora, então, nos disse:

"- Este lugar é o Purgatório, o lugar para onde as almas vão depois da morte, para se purificarem e expiarem suas pequeninas faltas leves que ainda restam, para que possam entrar definitivamente no Céu..."

Disse-nos ainda que devíamos rezar muito por aquelas almas, porque elas sofrem, para que pudessem ser aliviadas e libertas, a fim de que possam voar ao Céu, para a felicidade sem fim.

Ouvíamos aquelas almas pedindo orações... Algumas diziam, em tom de súplica: Missas, Missas; outras diziam: Rosários, outras ainda jejuns, esmolas, enfim, todas pedindo sacrifícios em favor delas.

Nossa Senhora nos recomendou muita oração; que devíamos fazer muitos sacrifícios, a fim de que nós mesmos não fôssemos para aquele lugar após a morte, mas fôssemos direto ao Céu, pois ali, no Purgatório há muito sofrimento.

Um detalhe interessante que vimos no Purgatório: ele se parece com uma caverna de vários níveis. À medida que as almas se purificam, elas sobem mais um pouco naqueles níveis de purificação. Quando as almas saem do último nível, o mais alto, elas se transformam maravilhosamente em anjos de luz e partem para o Céu.

As únicas coisas que podem ajudar aquelas almas são as nossas orações; as nossas Missas oferecidas em sufrágio das almas do Purgatório, e os nossos sacrifícios. Cada vez que alguém na terra rezava e oferecia Missas ou sacrifícios pelas almas, nós escutávamos, e víamos que elas subiam nos diferentes níveis de purificação. Somente nossas orações podem ajudá-las a se purificarem mais depressa, e chegarem o quanto antes no Céu. As preces delas mesmas são impotentes para ajudá-las, por isso, quanto mais rezarmos por elas, mais as ajudaremos, e mais gratas ainda elas serão a nós, e quando chegarem ao Céu, rogarão por nós sem cessar, para que não precisemos passar "pelo fogo" como elas.

Subitamente, desapareceu o purgatório, e Nossa Senhora tomou-nos pela mão e descemos para um lugar escuro, do qual saía um cheiro horrível. Era difícil ver o que havia lá, porque era muito escuro. De repente, faiscavam raios e podíamos ver o que lá havia. Vimos como que um mar de fogo, e mergulhados neste fogo as almas, e os demônios atormentando-as.

As almas caíam naquele mar de fogo como chuva de granizo. Quando as almas emergiam daquilo que parecia algo como lava, perdiam completamente a aparência humana... assemelhavam-se mais a feras ou bestas, jamais vistos no mundo. Blasfemavam contra DEUS e LHE dirigiam insultos sem cessar.

Os demônios se distinguiam pela sua forma mais horrível que a dos condenados, como de monstros jamais imaginados pelo homem, e também pelo seu tamanho gigantesco, comparáveis a mais do dobro do tamanho das almas condenadas. Eles faziam aquelas almas sofrerem, atormentando-as e blasfemando o tempo todo contra o Senhor.

Vimos como aquele fogo se movia e subia, e as almas girando naquele redemoinho de fogo. De repente, o redemoinho sumia e voltavam a cair naquele mar de fogo como fagulhas nos grandes incêndios, blasfemando e insultando o Senhor.

Nossa Senhora mostrou-nos uma mulher loira muito bonita, que, de repente, transformou-se num monstro, com chifres, cauda, escamas e pêlos por todo o corpo. Nossa Senhora nos disse com muita tristeza que aquela mulher havia sido uma prostituta, que morrera sem pedir perdão a DEUS de sua má vida. Ela recusou a DEUS e SUA Santa LEI até o último instante de sua vida e condenou-se a si mesma, preferindo viver sem DEUS. Os demônios a atormentavam com chicotes, lanças e facas de fogo, cortando os seus membros fora, e devorando-os em seguida. Os membros voltavam a surgir na mulher, e se repetiam os mesmos tormentos sem parar nunca.

A mulher loira gritava de dor quando era atormentada, chorava e blasfemava contra DEUS. E, como ela, eram bilhões naquele terrível estado. Nossa Senhora via tudo com muita tristeza...

Nossa Senhora nos disse que deveríamos fugir do pecado, rezar muito e fazer muitos sacrifícios pelas almas que mais correm perigo de condenação, e pela nossa própria salvação, a fim de que não tenhamos que ir para aquele lugar de tormentos eternos. Os demônios arranhavam aquilo que parecia ser o chão... Ouvimos barulhos de correntes, uivos e gritos por toda a parte. Nossa Senhora então nos disse:

"- Esta é a punição para aqueles que ofendem a DEUS e O desobedecem, preferindo viver sem ELE."

Em meio àqueles tormentos, as almas se voltaram para nós, e começaram a gritar bem alto: para que fugíssemos daquele lugar e que rezássemos, a fim de que fôssemos salvos. O PODER de DEUS as constrangeu a dizerem a Verdade, porque sendo más, não teriam AMOR para nos avisar. Mas, DEUS lhes impôs isso, para que o mundo pudesse saber qual é o fim da vida de pecado... Que o pecado nos leva para o inferno; que a vida sem DEUS e cheia de prazeres acaba com a morte, e nela começa a vida de tormentos que NUNCA MAIS TERÁ FIM...

Que a vida de oração, sacrifício e penitência nos leva para o Céu; que os sofrimentos pacientemente aceitos nesta vida valem a pena, porque nos ajudam a chegar ao Céu. Elas também nos disseram para atendermos às Mensagens de Nossa Senhora, e fazermos tudo o que Ela nos dissesse, a fim de que pudéssemos escapar da condenação.

Nossa Senhora então nos trouxe de volta para a sala em que nos encontrávamos, e partiu muito triste, pedindo-nos que rezássemos muito pela nossa salvação e a dos pecadores do mundo inteiro. As pessoas que estavam na sala não viram nada, nem nos viram subir pelo teto, pois Nossa Senhora deve ter deixado ‘anjos com corpo aéreo’ em nossos lugares, mas podiam ver em nossos rostos abatidos um pouco daquilo que tínhamos presenciado. A vidente A. foi a que ficou mais desfigurada. Nós dois ficamos até um pouco inchados e debilitados. As pessoas presentes ficaram extremamente abaladas com o que contávamos. Logo depois retornamos à oração, com um novo empenho e desejo de ajudar Nossa Senhora na salvação das almas."

Nossa Senhora deu a mão direita para a vidente A., e a esquerda para mim. Começamos a subir e logo chegamos ao Céu.

Nossa Senhora voltou a mostrar o inferno e o Purgatório para Marcos outras vezes. Uma vez no dia 25/10/93, onde Nossa Senhora lhe mostrou como muito mais almas tinham caído no inferno. A mulher loira permanecia lá com os demônios atormentando-a.

O inferno estava mais cheio, e seu fogo era mais vívido ainda. Esta visão ocorreu no Monte das Aparições, à noite, quando Marcos rezava com um grupo de pessoas. A visão foi tão terrível, que ao final dela, Marcos desmaiou e foi levado para casa por algumas pessoas.

Em todas essas ocasiões foi sempre Nossa Senhora a levar Marcos, sem aviso prévio. Ela pediu que essa visão fosse anunciada ao mundo todo por ele, para que as almas saibam que o inferno existe; que DEUS castigará e punirá os maus depois da morte, e premiará os bons que O amam e esperam NELE.

Neste século paganizado onde se nega a existência quer do Céu, quer do purgatório e mais ainda do inferno, Nossa Senhora vem provar mais uma vez que estas realidades eternas existem, e esperam o homem depois da morte, quer ele acredite nelas ou não, e que da morte e do Julgamento de DEUS, ninguém escapará. Somente Ela, a Nossa Mãe, poderá nos ajudar naquele momento terrível, se tivermos levado uma vida de oração, penitência, pureza e empenho em nos santificarmos.

Muitos padres e teólogos negam a existência destas realidades (e nós já vimos isto com os próprios olhos), e levam as almas a perderem todo o respeito, temor e espírito de submissão a DEUS. As almas perdem a certeza do Céu e então relaxam na vida espiritual; perdem a certeza do Purgatório e então levam uma vida medíocre, sem se esforçar para serem melhores; e perdem a certeza do inferno, levando uma vida torpe, devassa, sem leis e cheia dos mais horrendos vícios que se possa imaginar.

E por tudo isso e mais o que vier a acontecer com as almas na eternidade, eles serão muito responsáveis! Nós temos que fazer a nossa parte, transmitindo a Verdade do que nos revelou e falou Nossa Senhora, mesmo que o mundo inteiro se oponha. Muitos sacerdotes até ensinam que o inferno é aqui mesmo, que DEUS jamais iria mandar pessoas para o inferno depois da morte, porque ELE é um DEUS de Misericórdia, libertador, etc. É verdade que DEUS não manda pessoas para o inferno à força; ELE manda aqueles que escolheram livremente o inferno, o pecado, que preferiram a vida de pecado, ao invés DELE e a vida da Graça. DEUS jamais mandará ao inferno uma pessoa que viveu santamente.

O prazo para escolhermos a salvação ou a condenação dura até a hora da nossa morte. Com esta, acaba-se o tempo e cada um receberá segundo as suas obras. É lógico que aqueles que deixarem para se converter na velhice ou próximos da morte, estarão pondo em grande risco de condenação eterna as suas almas, pois, não basta apenas mudar a maneira de pensar ou acreditar, mas é preciso ter méritos, boas obras, muitas orações e um AMOR ardente a DEUS para poderem ir para o Céu. E quem nos pode garantir que conseguiremos fazer em um, dois ou três anos tudo o que não fizemos durante a vida inteira?

Enganam-se também aqueles cristãos que pensam que um simples ato de Fé na hora da morte poderá mudar tudo, pois isso é válido apenas para uma alma que passou a vida toda sem conhecer a DEUS, e só na hora da morte alguém lhe ensinou quem é DEUS ou o Próprio DEUS iluminou a pessoa para conhecer a Verdade. Os cristãos, que desde o batismo foram educados na Fé e na santa religião, e, no entanto, levaram uma vida pior que a dos pagãos, têm maior responsabilidade diante de DEUS e responderão integralmente por seus atos de acordo com o grau de Graças e conhecimento de DEUS com os quais ELE os agraciou. DEUS é Misericordioso, mas é Justo também.

Esta urgência de salvação se agrava agora, nestes tempos em que vivemos, pois Nossa Senhora nos avisa que temos pouco tempo para a nossa conversão, pois em breve virão o Aviso, o Milagre e o Castigo para PURIFICAR a terra dos pecados, e aqueles que não estiverem levando uma vida justa e reta aos olhos de DEUS, não poderão merecer nem o TRIUNFO do Imaculado Coração de Maria, nem a GLÓRIA do Céu.

Serão dados TRÊS AVISOS para o mundo, três grandes chances para que o mundo se converta. O Senhor mostrará a Verdade da SUA existência, da SUA presença; mostrará a FÉ Católica como a única e verdadeira; revelará a importância e a excelência da Eucaristia e da Santíssima Virgem, e todos os demais Dogmas a todos os povos, raças, línguas e nações.

Depois disso, não haverá mais tempo... Aqueles que ainda se converterem, serão perdoados; aqueles que recusarem, não terão chance de apelo. Portanto, devemos meditar seriamente em "como" e "para onde" estamos indo: para o Céu, com DEUS, ou para o inferno, sem ELE? Se morrêssemos agora, para onde iríamos? No estado atual de pecado em que estamos, poderíamos estar certos de nossa salvação? E do mundo, o que dizer?

Portanto, a Visão do Céu, Inferno e Purgatório em Jacareí é um grande Dom de DEUS e da Santíssima Virgem ao mundo. É um apelo Misericordioso para que nós nos acautelemos contra o pecado que já arrastou tantas almas para a condenação, e para que lutemos bravamente com todas as forças pela nossa própria salvação e do maior número possível de almas.

No inferno trama-se todos os dias a nossa condenação, enquanto que no Céu almeja-se a nossa salvação. Cabe-nos decidir o que queremos e para onde iremos. Só há dois caminhos: salvação ou condenação.

A decisão é sua!



sexta-feira, 29 de junho de 2012

29 DE JUNHO - DIA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO APÓSTOLOS




"TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE." (Fl. 4,13) 
FILME: APÓSTOLO PEDRO E PAULO
PARTE 1

PARTE 2

São Pedro, primeiro Papa 


Hoje a  Igreja comemora São Pedro, o primeiro Papa da Igreja,  bem como a festa de São Pedro e São Paulo, esta última comemorada liturgicamente sempre no primeiro domingo subseqüente ao dia 29 de junho.    

Pontificado - c. 30 a 67

Quem é que não conhece a  vida de São Pedro, daquele pescador da Galiléia, escolhido por Nosso Senhor para ser o primeiro Apóstolo? São Pedro, forte na fé, dedicado ao Divino Mestre a  ponto de querer  defendê-lo com a espada!  São Pedro que, fraco na tentação, negou o Mestre, mas pela contrição se  levantou e  por Jesus  foi nomeado chefe da Igreja! Não é tanto que  a  vida de São Pedro que hoje se nos apresenta, senão mais o seu pontificado. 
Na primeira  vocação do Apóstolo, Jesus o fitou e  disse: " Tu és Simão, filho de Jona; serás chamado " Cefas", que quer dizer Pedro, isto é, pedra".  (Jo I, 42). Essa  mudança de nome  é significativa. Jesus  mesmo deu a explicação desse nome, quando em Cesaréia de Filipe disse: "... Tu és Pedro, e sobre esta pedra  edificarei a  minha Igreja e  as portas  do inferno não prevalecerão contra ela.  Dar-te-ei as  chaves do reino dos céus;  tudo que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo que desligares na terra será desligado nos céus". (Mt. 16, 18). 
Noutras palavras Jesus anuncia, entre outras cousas: que Pedro é a rocha inabalável, que serve de  fundamento à Igreja; na mesma recebe o supremo poder e a ela são entregues as chaves do céu. 
Depois da gloriosa Ressurreição, da pesca milagrosa, do repasto misterioso na praia do lago Genesaré, Jesus dirigiu-se a Pedro, perguntando-lhe: "Simão, filho de Jonas, amas-me mais que estes?" Ele respondeu:  "Sim, Senhor, sabeis que vos amo". Jesus disse-lhe:"Apascenta os meus cordeiros". (Jo. 21,16 - 17). Com estas palavras Pedro foi pelo divino Mestre instituído pastor do seu rebanho. 
Assim São Pedro o compreendeu, e pelos Apóstolos foi reconhecido Chefe da Igreja. Logo depois da Ascensão de Jesus  Cristo, Pedro propôs a eleição de um substituto de Judas. Na festa de Pentecostes, Pedro  tomou a palavra e  falou com tanta convicção e tanto poder, que no mesmo dia  três mil judeus pediram o batismo. Foi Pedro também o  primeiro que  com grandes milagres confirmou a verdade da fé, que pregava. Ao pobre paralítico que, sentado na porta do templo, lhe pediu esmola,  disse o Apóstolo: "Prata e ouro não possuo, mas o que tenho te dou: Em nome de Jesus  de Nazaré, levanta-te e anda". 
No mesmo momento o paralítico se levantou e andou. Além destes Pedro operou ainda muitos milagres. Doentes que lhe tocavam  a  orla do manto, ou se lhe colocavam na sombra, ficaram curados. As autoridades  do templo do templo quiseram proibir a  Pedro a  pregação da nova doutrina. Este, por'm,  respondeu: "É preciso obedecer a  Deus de  preferência aos homens". Assim, Pedro pregou o Evangelho com toda a franqueza, não temendo cárcere e  açoites. Foi também o primeiro  dos Apóstolos que pregou aos gentios, como prova a conversão de  Cornélio. 
É difícil resumir em poucas  palavras  o que o grande Apóstolo fez pela propagação da santa fé. Atravessou toda a Palestina, pregou e fez milagres estupendos, onde quer que chegasse. Curou instantaneamente a  Enéas  da  paralisia, de que sofria  havia oito anos;  chamou à vida a Tabitha, ordenou sacerdotes e sagrou bispos. Fixou residência em Antioquia, onde permaneceu durante sete anos. Preso por ordem de Herodes em Jerusalém, foi por um anjo libertado da prisão. Depois disto se dirigiu a  Roma, a sede da idolatria. De lá mandou missionários  para a França, Espanha, Sicília e Alemanha. Nove anos depois, sendo expulso de Roma, voltou a Jerusalém, onde pouco tempo ficou,  para procurar  outra vez a  capital do império. Em Roma vivia um grande  feiticeiro chamado Simão. Tendo muito prestígio entre os romanos e sendo protegido de Nero, marcou um dia em que,  para comprovar a  verdade da sua doutrina,  diante de  todo o povo ia elevar-se ao céu. Chegou o dia determinado e Simão de fato subiu aos ares. Pedro  fez o exorcismo e  ordenou aos maus espíritos que se afastassem, e Simão caiu de  uma altura considerável, fraturando as pernas.  Este  fato abriu os olhos a muita  gente,  que em seguida muitos  vieram pedir  o Sacramento do Batismo. Mas serviu este  fato também para que se desencadeasse uma furiosa tempestade contra a jovem Igreja. 
O Imperador  Nero atiçava as  paixões contra os cristãos. Pedro  conservara-se  algum tempo escondido da sanha do tirano e  projetara a  fuga de Roma. Saindo da  cidade - assim conta a lenda - teve uma visão. Viu diante de si o divino Mestre. "Senhor, para onde ides?" perguntou-lhe o Apóstolo. " A Roma, para ser crucificado outra vez",  respondeu Jesus. Pedro  compreendeu o sentido das palavras e voltou para trás. Foi preso e  levado ao cárcere mamertino, onde se achava também São Paulo. 
A prisão durou oito meses. Nesse meio tempo, São Pedro converteu os carcereiros Martiniano e  Processo, que, com mais  quarenta e oito neo-cristãos, sofram o martírio. Escreveu duas Epístolas,que são as  primeiras cartas pastorais dirigidas à Cristandade. 
Condenado à morte, São Pedro  foi, como o  divino Mestre, cruelmente açoitado e  em seguida levado à colina vaticana para ser crucificado. Estando tudo pronto para a execução, São Pedro pediu aos algozes que o pregassem na cruz com a cabeça para baixo, porque se achava indigno de  morrer como o divino Mestre. Assim morreu o primeiro Papa da Igreja Católica. No lugar do suplício foi mais tarde edificada a  Basílica de  São Pedro. Os restos mortais do Príncipe dos Apóstolos e  primeiro Papa se acham na mesma Basílica. 
Reflexões:
Rezemos  pelo Papa, o  legítimo sucessor de São Pedro e  representante  de Cristo sobre a  terra. Que o Senhor o conserve, o vivifique, lhe dê felicidade, saúde e  não o deixe cair nas mãos dos inimigos.  Oração: Deus Onipotente e  eterno, compadecei-vos de vosso servo;  conduzi-o em vossa bondade  pelo caminho da salvação eterna para que com a vossa graça deseje o que vos agrade e  trabalhe com todas as  forças para cumprir a vossa  vontade. Amém. 

 Festa da Cátedra de S. Pedro - Roma
  22 de fevereiro


“Dareis à luz um filho e este será grande e chamá-lo-ão: Filho do Altíssimo. Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó e o seu reino não terá fim”. Com estas palavras o Arcanjo São Gabriel  anunciou a Maria o reino eterno de seu filho. Orientados por uma estrela, chegaram os Magos e renderam homenagens ao Menino Deus. Quando o governador romano Pilatos perguntou a Jesus: “És de fato rei ?”  Jesus lhe respondeu: “ Tu o dizes, mas meu reino não é deste mundo”. Quando Jesus Cristo, quarenta dias depois de sua gloriosa ressurreição, se  preparou para voltar ao Pai, deu o caráter visível de sua dignidade real a um  homem, para lhe servir de substituto até o fim dos séculos.
                                     Para este elevado cargo Jesus Cristo escolheu Simeão, filho de Jonas, cujo nome mais tarde foi mudado em Pedro. “Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus. Rezei por ti, para que tua fé não desfaleça; tu, porém, confirma teus irmãos. Apascenta minhas ovelhas, apascenta meus cordeiros”.
                                     São Pedro, fiel à ordem recebida do Mestre, trabalhou pela propagação da doutrina do Messias. Depois de ter fundado diversas Igrejas na Palestina e na Ásia Menor, dirigiu os passos para Roma, metrópole do mundo civilizado. Foi no ano de 42, que o príncipe dos Apóstolos chegou à capital dos Césares. Achou agasalho na casa do senador Cornélio, parente daquele capitão ilustre de Cesaréia de nome Cornélio, também que, por uma graça especial divina, recebeu de São Pedro o batismo, ele, com toda a família.
                                     Roma achava-se no auge do poder, mas também da corrupção. Nos palácios, templos, parques e teatros reinavam um luxo desmedido. Com as riquezas das províncias  mais  longínquas, tinham chegado a Roma os ídolos, a supertição  e os vícios de outras nações. Se de um lado havia incalculável riqueza, grande parte da população gemia debaixo do jugo da mais vil escravidão. O imperador era considerado “Deus e Senhor”, e como tal recebia dos aduladores as supremas homenagens. O vício, sob as formas mais hediondas, se ostentava publicamente e, para justificá-lo, não faltavam  divindades a que se oferecesse incenso.
                                     Foi neste antro de podridão, que o Vigário de Jesus Cristo veio pregar o Evangelho; foi ali que fundou uma Igreja que perdura já vinte séculos e forneceu milhares de mártires; foi aí que estabeleceu a cadeira da verdade e foi aí que, igual ao divino Mestre, exalou a vida no patíbulo da cruz.
                                     São Pedro morreu, mas vive ainda nos seus sucessores. Quem é o sucessor de São Pedro ? A esta pergunta responde a cristandade toda unanimente: o sucessor de São Pedro, na sua dignidade e poder, é o bispo de Roma. O bispo de Roma é o legítimo representante de Cristo na terra; o bispo de Roma é o chefe de  todos os fiéis.
                                     O protestantismo tem ido à cata de provas, para mostrar que São Pedro nunca esteve em Roma. Se não esteve em Roma – assim calcula logicamente – os Papas não são sucessores de  São Pedro na Cátedra de Roma, e não podem atribuir-se a dignidade apostólica. Não foram felizes os amigos de Lutero nesta campanha, pois tudo diz contra o que asseveram. O resultado de sérios estudos, feitos por historiadores católicos e protestantes sobre o assunto, tem sido este: que São Pedro esteve em Roma. Historiador nenhum cristão pôs em dúvida este fato, que é comprovado pelos escritores dos primeiros séculos, por Caio, presbítero romano, São Dionísio de Corinto, Hegésipo, Justino, Tertuliano, Cipriano, Orígenes, Eusébio, Arnóbio e outros.
                                     Desde imemoráveis tempos é na Igreja celebrado o dia de hoje, em que São Pedro fundou a diocese de Roma. Santo Agostinho, num dos seus sermões, se refere a esta festa. Os calendários e martirológicos mais antigos a mencionam.
                                     Se é festejado na cristandade toda o aniversário da eleição do Papa, se cada diocese celebra o aniversário da sagração do seu bispo, justo é que a Igreja inteira solenize o aniversário da Cátedra de São Pedro em Roma e neste dia dirija preces ao Altíssimo, pela prosperidade do Sumo Pontífice.(*)
(*) A Cátedra, isto é, o trono de São Pedro, até o século 5, guardado no batistério de São Pedro, se acha hoje na abside da Basílica Vaticana. Consta apenas de alguns pedaços de tábuas, ligadas por placas de marfim. Desde o tempo da Renascença está encerrada num grande relicário, obra de Bernini.
Reflexões:
                                     Com que sentimentos celebras hoje a festa da fundação da santa Igreja romana? É com satisfação íntima de tua alma que te dizes filho dessa Igreja? Tens amor a esta tua mãe espiritual, que é a esposa imaculada de Cristo, e a mestra de todos os homens? Sabes que ela é a coluna e o fundamento da verdade? De Cristo lhe veio o poder, que Ele mesmo recebera do Eterno Pai, para o bem e a salvação dos homens. Da Sua assistência gozará até o fim dos séculos. O Espírito Santo governa-a com sabedoria divina, habilitando-a a conduzir os homens à eterna salvação. A Igreja é tua mãe. Foi ela que logo à tua entrada na vida, te recebeu com carinho maternal e tirou de tua alma a lepra do pecado original, e te revestiu com a roupa cândida da graça santificante. Nos santos Sacramentos ela te ofereceu os meios necessários para conservar-te na graça de Deus. Se a Igreja é tua mãe, se lhe deves tudo o que de riqueza e ornamento espiritual possuis, a gratidão exige, que lhe sejas bom filho, que mostres interesse por tudo o que diz respeito a tua Mãe. Com seus triunfos e vitórias deves alegrar-te; com seus padecimentos, humilhações e perseguições deve teu coração encher-se de tristeza e pesar. A Deus deves pedir, dia por dia, que proteja, defenda sua obra na terra, e de à Igreja a vitória sobre os inimigos, que são numerosos e poderosos. Sempre que as circunstâncias o exigirem e tua posição o permitir, deves entrar na luta, para a defesa de tua Mãe contra os assaltos dos inimigos. Os inimigos da Igreja são inimigos da obra de Deus, portanto, de Deus próprio. Cultiva e conserva em teu coração um amor terno e vivo à santa Igreja, para que sejam a expressão também dos teus sentimentos as palavras, que  um santo Bispo escreveu: Ó Santa Igreja Católica Romana, Mãe das Igrejas e Mãe de todos os fiéis, Igreja por Deus estatuída para reunir todos os seus filhos na mesma fé e na mesma caridade, hoje e sempre nos declaramos em favor de tua unidade. Mais fácil seja esquecer-me  de mim do que de ti, ó Santa Igreja Romana !  Que antes seque a minha língua, do que eu não mais me lembrar de ti, e em ti procurar toda a minha alegria.



São Paulo, Apóstolo 


 A conversão mais extraordinária que se deu depois da  Ascensão de Nosso Senhor, foi a de  Paulo. Discípulo do sábio mestre Gamaliel, era Paulo  havido  por  homem de grande inteligência e de espírito superior, gozando, portanto, de certa consideração na alta sociedade de  Jerusalém. A sua  conversão inesperada, de certo causou sensação extraordinária na capital do judaismo. Conhecido de  todos, como inimigo fidagal da  religião de Cristo e seu cruel perseguidor, era natural que a notícia dessa  conversão fosse pelos  Apóstolos recebida  com muito cepticismo e grande desconfiança. 
                                                       Depois do  acontecimento grandioso  da  conversão, Paulo ficou alguns dias em Damasco. Causou grande confusão entre os ouvintes, na Sinagoga daquela  cidade, a narração da visão que teve, e o ardor com que se  confessava em favor de Cristo e de sua doutrina. De Damasco se dirigiu para a solidão da Arábia, onde ficou três anos, fazendo grandes penitências e  entregando-se ao estudo da religião. Passado esse  tempo, voltou a Damasco, onde foi muito mal recebido pelos Judeus, que quiseram matá-lo. Vigiaram  a  casa onde estava e  foi devido à dedicação de alguns cristãos, que conseguiu fugir, descendo num cesto pelo muro afora. 
                                                       Em Jerusalém, para onde  se  dirigiu então  foi-lhe difícil achegar-se aos Apóstolos, que o temiam, e não disfarçavam a  desconfiança  que  lhes inspirava  aquela conversão.  Foi por intermédio de Barnabé, que Paulo  conseguiu ser-lhes  apresentado.   Desde que os Apóstolos se  convenceram da verdade e  solidez da conversão, com eles  ia a vinha em Jerusalém, procurando sempre o contato  com os gentios. Os judeus, por seu turno, não  lhe perdoaram  a apostasia e tramaram contra sua existência. Por esse  motivo deixou Jerusalém e  foi por Cesaréia para Tarso, sua terra natal, onde permaneceu três anos, pregando o  nome e a doutrina de Jesus nas regiões da Síria  e  Cilícia. 
                                                       Essa pregação teve por resultado a  conversão de muita gente. Em companhia de  Barnabé seguiu para Antióquia, onde fundaram a primeira  comunidade cristã. Achando-se a Igreja de Jerusalém em situação aflitiva, em conseqüência da  guerra  que lhe fazia  a  sinagoga, Paulo e Barnabé arrecadaram esmolas, com que socorreram os  irmãos  na metrópole. Em Jerusalém receberam ordem de continuar a  pregação entre os gentios. De Antióquia dirigiram-se  para a  Seleucia e  daí foram para a ilha de  Chipre. Percorrida  toda a ilha até  Pafos, foram chamados para junto do proconsul Sérgio Paulo, homem  reto que desejava ouvir a Palavra de Deus. Um  mago, judeu, falso profeta, chamado Simão, procurou desviá-lo da fé. Paulo, cheio do Espírito Santo,  encarando-o em face disse-lhe: "Filho do diabo, inimigo de toda justiça, eis que a mão de Deus te castiga; não verás mais  por algum tempo a  luz do sol".  Logo espêssas trevas o cercaram e  tateava, procurando quem o guiasse. À vista disto, o proconsul se converteu.
                                                       De Pafos, Paulo com o companheiro, passou para Perga e de  lá para Antióquia. Houve tantas conversões, que os judeus, enchendo-se de  inveja, moveram perseguição contra os  Apóstolos. Estes, então, se retiraram e  foram-se para Listra, passando por Iconium. 
                                                       Em Listra havia  um paralítico que recuperou a saúde  pela imposição das  mãos  de Paulo. O povo, vendo isto,  julgou  estar em presença de deuses e quis  dar-lhe  honras divinas. Os judeus, perseguindo  sempre o Apóstolo, vieram de Antióquia, prenderam-no, levaram-no para fora da cidade, apedrejaram-no, deixando-o como morto. No dia seguinte, porém,  seguiu para Derbéia, onde ganhou muitos discípulos.  
                                                       Quando mais tarde  voltou  outra  vez para Antióquia, pode  contar, em grande assembléia, os progressos que a religião de Jesus  tinha feito. 
                                                       Surgia  entre os discípulos uma controvérsia, sobre a aplicação da lei  da  circuncisão aos gentios recém-convertidos. Numa reunião que houve em Jerusalém, à qual também compareceram também Paulo e  Barnabé, foi decidido  que os convertidos do paganismo não seriam obrigados à circuncisão. 
                                                       Fazendo de  Antióquia ponto de partida, Paulo e Barnabé visitaram todas as cidades da Ásia Menor, porque  tinham passado na primeira viagem. Em Troas teve Paulo uma visão:  Em pé, diante dele, um Macedônio suplicava-lhe: "Passa à Macedônia, e vem em nosso socorro!" Paulo embarcou com Silas, Timóteo e Lucas para Filipes. Em Filipes libertou do demônio uma  empregada, que, possessa do espírito adivinhatório, dava lucros avultados aos amos. Estes, vendo-se prejudicados seus interesses, levantaram o povo contra Paulo e Silas, arrastaram-nos diante  do tribunal e  disseram: "Estes homens põem em desordem a nossa  cidade". A autoridade mandou-os açoitar com varas e, metidos no cárcere, foram presos ao "tronco". À noite, um forte terremoto abalou a cidade toda. As portas da prisão abriram-se e as cadeias dos  prisioneiros caíram. O Carcereiro, estupefato e apavorado, fez-se batizar imediatamente com toda a família. 
                                                       De Filipes Paulo foi para Anfipolis, Apolônia, Tessalônica e Beréia e daí até Atenas. Em Atenas Paulo pregou aos judeus na Sinagoga, aos pagãos na praça pública. Convidado para falar no Areófago, disse Paulo:  " Cidadãos de Atenas! Um dia destes percorrendo vossa cidade e  considerando os objetos do vosso culto, notei entre outros, um altar, com a inscrição: 'Ao Deus desconhecido'.  Aquele  Deus a  quem venerais, sem  o conhecer, é o que venho anunciar-vos".  Quando depois  passou a  falar da  ressurreição, uns escarneciam,  outros disseram: "Falar-nos-á outra vez sobre este assunto". Houve algumas conversões, por exemplo a  de  Dionísio, membro do Supremo Tribunal. De Atenas, Paulo  foi para Corinto, onde pregou o Evangelho  durante um ano e seis meses. De Corinto passou para Efeso, de Efeso para Cesaréia, Jerusalém e Antióquia. 
                                                       Em outra  viagem, após breve espaço de  tempo, Paulo visitou  todas as Igrejas da Ásia . Em Efeso batizou 12 discípulos e  impôs-lhe as mãos, chamando sobre eles o Espírito Santo, e  começaram a falar línguas  e profetizar. 
                                                       Três anos  passou Paulo em Efeso, permanência assinalada por muitos milagres. Curaram-se doentes, aos quais  aplicaram o sudário e  a cinta de São Paulo. Inúmeros demônios foram expulsos das suas vítimas.  Muitos  fiéis vieram confessar os pecados. 
                                                       Os judeus  não deixaram de  odiar a Paulo e  continuaram a perseguí-lo. Antes de se despedir de  Efeso e Mileto, foi São Paulo avisado pelo Espírito Santo, que em Jerusalém  havia de encontrar muita tribulação; e assim aconteceu. Mal tinha chegado a  Jerusalém, os judeus apoderaram-se dele e teriam-no matado , se o tribuno da  corte romana não lho tivesse arrebatado das mãos. Ainda  assim, mandou metê-lo  a  ferros  e encarcerá-lo. De noite Jesus Cristo apareceu a Paulo e  lhe disse:  " Coragem! Como deste  testemunho de  mim em Jerusalém, o mesmo  farás em Roma".  
                                                       Como os judeus insistissem  na sua condenação, o tribunal romano mandou conduzí-lo  de noite, com uma escolta, ao governador  Felix,  em Cesaréia.  Lé ficou dois anos, até que Felix teve por sucessor  a  Festo.  Os judeus  pediram a  este  a  transferência do prisioneiro para Jerusalém, pensando matá-lo em viagem. Festo perguntou a Paulo: "Queres ser julgado em Jerusalém,  no meu tribunal?"  Paulo  respondeu:  "Apelo para Cesar!"    Festo: " Apelaste  para Cesar,  diante  de  Cesar comparecerás!"
                                                       Marcada a partida, Paulo tomou  passagem no navio, com Lucas e  muitos  outros presos.  A viagem foi penosíssima e  o navio ancorou na ilha de Creta. Paulo aconselhou a  passarem o inverno lá, mas essa opinião não teve  apoio dos outros  e continuaram  a  viagem. Uma grande tempestade, no alto mar,  pôs em perigo a  vida de todos e  só depois de  15  dias, cheios de  aflições, abordaram a  ilha de Malta. O navio despedaçou-se, como predissera Paulo, mas os passageiros, em número de 276, chegaram à praia sãos e salvos. 
                                                       Durante os três meses de  parada  na ilha de malta, Paulo curou muitos doentes dos insulares que lhe fizeram honrosas manifestações. 
                                                       De Malta seguiram para Roma, onde Paulo ficou alojado em casa particular, com o  soldado que o guardava. Dois anos ficou o Apóstolo em Roma, fazendo bm, onde se lhe oferecia ocasião, e pregando a doutrina de Cristo. O zêlo não lhe deu descanso.  Passados  os  dois anos de  cativeiro, Paulo foi à Espanha; de lá voltou ao Oriente, onde visitou as  Igrejas  de  Efeso, de Crea, da Macedônia  e de Mileto.  
                                                       É admirável como  o apóstolo, no meio de tantos trabalhos apostólicos, teve ainda tempo para escrever  14  Epístolas a  particulares  e  a  diversas Igrejas. 
                                                       Dois  anos foram-se com essas  viagens  apostólicas, quando Paulo voltou a Roma, onde era  imperador Nero, o monstro purpurado. Na metrópole do império sofreu o martírio junto com São Pedro. Na qualidade de cidadão romano, foi degolado. Era o ano 67 depois de  Jesus Cristo. Uma parte das relíquias de  São Paulo descansam na  basílica de  São Pedro, ao  lado das relíquias do príncipe dos Apóstolos.  
Reflexões: 
São Paulo  é chamado o Apóstolo dos  Gentios. realmente é admirável sua atividade na propagação da fé. De perseguidor de  Jesus  Cristo fez-se um Apóstolo da Igreja, um missionário, o modelo dos missionários  de todos os tempos. As Epístolas de São Paulo dão-nos uma imagem nítida das suas lutas, dificuldades, provações e tribulações de toda a sorte. Mas em tudo venceu o amor a Jesus, a Jesus crucificado. São Paulo é um gigante no amor ao Salvador. "Jesus é minha vida", confessa ele, e para Jesus não havia trabalho que não fizesse, dificuldade que não vencesse. No fim da vida, pôde, em verdade, dizer: "Combati o  bom combate, terminei a carreira e conservei a fé". Para que possamos afirmar a mesma coisa, é preciso que imitemos o grande Apóstolo no imenso amor a  Jesus e à Santa Igreja. É preciso que com ele, sacrifiquemos a nossa carne., demos desprezo ao mundo, tenhamos amor aos nossos irmãos, sejamos castos e  puros, e da nossa vida façamos um hino de louvor a Deus. Destarte, seremos herdeiros da coroa, que nos dará o justo juiz no dia da recompensa. 

  Conversão de São Paulo 


Grande é o Senhor. Ele dirige os corações, como torrentes d’água. Se quer que pobres pastores sejam os primeiros a prestar homenagens ao Menino Deus, convida-os por  vozes angélicas; se quer que reis de terras longínquas venham adorar o Menino em Belém, chama-os e guia-os por uma estrela maravilhosa; quando precisa de operários para a vinha, diz aos pobres pescadores do lago Tiberíades: “Segui-me”; se quer dar um grande Apóstolo aos gentios, despedaça o coração irrequieto do jovem Saulo e transforma-o em coração dedicado discípulo de Cristo, a ponto de faze-lo exclamar: “Vivo, porém, não eu, mas Cristo vive em mim !”
                                              Saulo, natural de Tarso, na Cilícia, filho da tribo de Benjamim e ao mesmo tempo cidadão romano, possuía  talentos extraordinários, bons e nobres sentimentos, aliados a uma força de vontade inquebrantável. No tempo em que Jesus Cristo pregava o Evangelho na Palestina, Saulo, assentado aos pés do célebre Gamaliel, estudava as ciências dos Santos Livros. Os belos talentos que possuía, sua aplicação e sobretudo seu zelo ardente  pela lei de Moisés e as tradições do povo, chamaram a atenção dos fariseus.
                                              O crescimento rápido da Igreja de Jesus de Nazaré, o aumento espantoso do número dos discípulos de Cristo crucificado fizeram com que no coração de Saulo se incendiasse um ódio mortal aos cristãos, por ele considerados traidores da causa pátria. Qual lobo voraz, tinha sede do sangue dos mesmos, e quando o primeiro mártir Santo Estevão morreu, vítima do ódio dos fariseus, os algozes depositaram as vestes aos pés de Saulo. Mas o jovem diácono vingou-se do jovem fariseu, alcançando-lhe a conversão, pelas suas orações.
                                              Apenas dois anos depois da morte de Jesus, incitado constantemente pelo ódio dos fariseus, Saulo foi ao Sumo Sacerdote, e pediu-lhe cartas para a sinagoga de Damasco, com poderes para trazer presos para Jerusalém todos os partidários de Jesus, homens e mulheres. Em caminho, já  perto daquela cidade, de repente lhe reluziu em torno uma luz, vinda do céu. Caiu por terra e ouviu uma voz, que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues ?”  Ele respondeu: “Quem sois vós, Senhor ?”  O Senhor disse: “Eu sou Jesus, a quem persegues”. Tremendo e todo assustado, disse: “Senhor, que quereis que eu faça ?”  O Senhor respondeu-lhe: “Levanta-te e entra na cidade, lá se te dirá o que tens que fazer”. Os homens do séqüito, atônitos, ouviram a voz, mas não viam pessoa alguma. Saulo levantou-se, abriu os olhos, mas estava cego. Tomaram-no pela mão e levaram-no para Damasco. Passou três dias sem ver e não comeu nem bebeu. Havia em Damasco um discípulo, chamado Ananias. O Senhor disse-lhe em visão: “Levanta-te e vai à Rua Direita; procura na casa de Judas um homem de Tarso, chamado Saulo. Neste momento ele ora” (e Saulo viu numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe  as mãos, para que recobrasse a vista). Ananias respondeu: “Senhor, tenho ouvido falar muito desse homem e do mal que fez aos santos em Jerusalém. Mesmo para cá ele trazia plenos poderes dos Príncipes dos Sacerdotes para meter em ferros todos os que invocam vosso nome”. O Senhor, porém, disse-lhe: “Vai, este homem é um instrumento de minha escolha, para levar o meu nome às nações e aos reis, assim como aos filhos de Israel. Vou ensinar-lhe a ele quanto tem de sofrer por meu nome”. Ananias foi. Chegando à casa, impôs as mãos a Saulo e disse-lhe: “Paulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho, manda-me para te restituir a vista, e encher-te do Espírito Santo”. No mesmo instante, lhe caíram dos olhos como que escamas, e pode ver. Levantou-se e fez-se batizar. Paulo ficou ainda alguns dias em Damasco com os discípulos; e logo pregou nas sinagogas, que Jesus é Filho de Deus.
                                              Os ouvintes ficaram admirados e diziam: “Não era ele, que em Jerusalém queria matar a todos que invocam o nome de Jesus ? Não veio aqui com a determinação de levá-los amarrados aos Príncipes dos Sacerdotes ?”  No entanto, Paulo ganhava de mais a mais, e levava a confusão no meio dos Judeus em Damasco, provando que Jesus é o Messias.
                                              Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo. Estas intenções chegaram ao conhecimento de Paulo.  Os judeus vigiavam as portas da cidade dia e noite, para que não escapasse. Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha dentro de um cesto.
                                              Chegando a Jerusalém, Paulo procurou achegar-se aos discípulos, mas estes o temiam, não acreditando na sua conversão. Então Barnabé tomou-o e levou-o aos Apóstolos. Contou-lhes que o Senhor tinha aparecido a Paulo em caminho, e falou-lhes da coragem com que Paulo se tinha declarado, em Damasco, em favor do nome de Jesus. Desde então Paulo ia e vinha com eles em Jerusalém, e falava com toda a liberdade no nome do Senhor.
                                              Paulo, dantes inimigo do nome de Cristo, tornou-se-lhe o maior defensor. Outrora recebia cartas com ordens de destruir as Igrejas e aprisionar os cristãos; depois, como Apóstolo, escreveu muitas epístolas, para suma edificação dos fiéis, epístolas cheias de sabedoria e do Espírito Santo. Conhecendo o mal que fizera, conhecendo a gravidade dos seus pecados, empenhou toda a energia na propaganda da doutrina de Jesus Cristo.
                                              Oito dias antes da festa da Cátedra de São Pedro realizava-se em Roma a transladação das relíquias de São Paulo. Pouco a pouco caiu em esquecimento esta solenidade e em seu lugar entrou, como festa própria a conversão do grande Apóstolo.
Reflexões:
                                              Conversões como a de São Paulo há poucas. De  grande pecador que foi e inimigo declarado de Cristo e de sua obra, por graça excepcional transformou-se em Apóstolo da religião cristã; como tal trabalhou com uma dedicação admirável, arrostou os maiores perigos e atrozes perseguições, das quais morreu vítima, selando com o sangue a sua amizade a Cristo e a fé em sua divina palavra. Esta conversão tão extraordinária põe em evidência a possibilidade da conversão do maior pecador, e ensina-nos que para os pecados mais graves há perdão e não se deve nunca desesperar da misericórdia divina, que é infinita. É preciso, portanto, que a conversão dos pecadores seja sempre objeto das nossas súplicas, diante do trono de Deus. Como a oração, o sacrifício, o martírio de Santo Estevão alcançou para Saulo a conversão, assim a oração constante dos fiéis é um fator eminente na história da conversão dos pecadores. Estes, por sua vez, aprendam da conversão de São Paulo, que assim como este grande Apóstolo, depois de ter sido tocado pela graça divina, obedeceu incondicionalmente às ordens de Deus, apresentando-se ao sacerdote, assim também eles devem abrir o coração à voz divina, romper os laços que os prendiam ao pecado, e começar uma vida santa e agradável a Deus.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

JACAREI, 26 DE JUNHO DE 2012. MENSAGEM DE SÃO JOSÉ AO VIDENTE MARCOS TADEU - santuário das apariçõs de jacareí - sp

MENSAGENS DIÁRIAS COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ - SP - BRASIL.



JACAREI, 26 DE JUNHO DE 2012.

MENSAGEM DE SÃO JOSÉ AO VIDENTE MARCOS TADEU.

SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ - SP - BRASIL

"-Meus filhos, hoje Eu venho chamar-vos mais uma vez à oração. Rezai, rezai, rezai sempre mais. Quem reza muito se salva. Quem reza pouco se coloca em perigo de condenação e quem não reza se condena certamente. Rezai muito e vivei sempre mais unidos com Deus, com a Santíssima Virgem e Comigo. Rezai com amor o Santo Rosário todos os dias e praticai as virtudes cristãs. Continuai a vir rezar neste lugar escolhido por Nós onde aparecemos e estamos constantemente presentes. A todos abençôo com amor agora."



quarta-feira, 27 de junho de 2012

27 de Junho - Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro




Oração à  Nossa Senhora do
Perpétuo Socorro
Ó Mãe do Perpétuo Socorro, nós vos suplicamos, com toda a força de nosso coração, amparar a cada um de nós em vosso colo materno, nos momentos de insegurança e sofrimento; que o vosso olhar esteja sempre atento para não nos deixar cair em tentação; que em vosso silêncio aprendamos a aquietar nosso coração e fazer a vontade do Pai. Intercedei junto ao Pai pela paz no mundo e em nossas famílias. Abençoai todos os vossos filhos e filhas enfermos.
Iluminai nossos governantes e representantes, para que sejam sempre servidores do grande povo de Deus. Concedei-nos ainda muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias para a maior difusão do reino de vosso Filho Jesus Cristo. Enfim, derramei nos corações dos vossos filhos e filhas a Vossa bênção de amor e misericórdia. Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da morte. Amém.



Senhora e Mãe do Perpétuo Socorro

“Louvada, amada, invocada, bendita eternamente sejais, ó Senhora do Perpétuo Socorro, minha esperança, meu amor, minha mãe, minha felicidade e vida minha. Assim seja.” (Sto. Afonso Maria de Ligório).


Em milhares de igrejas espalhadas pelo mundo inteiro, nas quartas-feiras, tradicionalmente, se realiza a novena em honra a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que teve início no dia 11 de Julho de 1922 nos Estados Unidos.

Vários nomes foram dados a esse quadro: Virgem da Paixão”, “A Madona de Ouro”, “A Mãe dos Lares Católicos”, “A Mãe dos Missionários Redentoristas”. O nome escolhido pela própria Virgem Maria é “Mãe do Perpétuo Socorro”. É também o nome pelo qual o Papa Pio IX pediu aos missionários redentoristas que a fizessem conhecida no mundo inteiro. Sua história é a história de como Deus orienta os acontecimentos humanos para os desígnios divinos.
Pouco se sabe sobre o autor e a origem do quadro da Virgem do Perpétuo Socorro, o que se imagina é que tenha sido pintado por um artista grego, devido às inscrições, na parte superior do quadro, onde temos as letras gregas que significam “Mãe de Deus”
O que mais nos impressiona no quadro é a figura do menino, que encontra no colo de sua mãe o seu socorro. No quadro, o Menino Jesus contempla um dos anjos, que respectivamente seguram nas mãos os instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros da Paixão e Morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos.
Ao correr para os braços de sua mãe, o Menino Jesus deixa dependurado o cadarço de sua sandália, a nos indicar que até mesmo no último momento devemos estar ligados a ele e a sua Mãe, como o definitivo socorro.
Quanto a Maria, seu olhar é grandioso a nos fitar com ternura, ela toma as mãozinhas do seu menino e nos apresenta como seu e o nosso Perpétuo Socorro.
Segundo uma antiga tradição, o quadro é uma pintura em estilo bizantino, e é também uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas evangelista, que além de médico e escritor, era pintor.
Conta-se que um rico comerciante em viagem pela região da Ilha de Creta, ao contemplar o quadro em uma igreja, não se conteve, e o furtou trazendo-o para Roma. O fato deixou a população da ilha entristecida.
Quando o comerciante faleceu a Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava o quadro em casa. Nossa Senhora pediu que o quadro fosse entronizado na Igreja de São Mateus e que lá fosse invocada como mãe do Perpétuo Socorro.
Esteve o milagroso quadro em poder dos Agostianos, depois dos Redentoristas, e, no ano de 1866, foi introduzido na igreja de Sto. Afonso. O Santo Padre Papa Pio IV recomendou aos filhos de Santo Afonso Maria de Ligório(Redentoristas): “Fazei que o mundo conheça o Perpétuo Socorro”.
No Brasil, a devoção chegou no ano de 1893 e à nossa cidade de Itajaí, em 1972.
O quadro por si só fala mais que muitos livros; incontáveis são os favores daquela expressão de fé, e manifestação do perpétuo amor de Deus.
“Elevo meus olhos para o monte de onde virá o meu socorro [...] o meu socorro vem do Senhor...”.


 VÍDEO:
 


Breve explicação da história da imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


http://gloria.tv/?media=304573 



Tríduo de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Invocações:

" Mãe de amor, vem em meu socorro"
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: no momento difícil da prova, para ser forte.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: quando tem já tido a desgraça de cair, para que volte a levantar-me.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: frente a mentira e a injustiça, frente ao medo para manter-me livre.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: se obscurece minha fé, decai minha esperança e esfria o amor.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: ao participar nos sacramentos e no serviço a Deus e aos irmãos.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: em todos os acontecimentos e ocupações da vida.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: Para estar atento a palavra de Deus e responder a seus dons.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: Para conseguir com meu exemplo que os de mais te invoquem e te amem.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: Mãe minha, para ser fiel a Cristo, até chegar a glória do Pai.

Primeiro Dia

Oh! Mãe do perpétuo Socorro!
Aqui tendes a vossos pés um miserável pecador que a Vos recorre e em Vos confia.
Mãe de misericórdia, tenhais piedade de mim.
Ouço que todos Vos chamam Refúgio e esperança dos pecadores;
Sede e, pois, o Refúgio e a esperança minha.
Socorrei-me por amor de Jesus Cristo, dai a mão a um miserável caído que a Vos se encomenda e se consagra por vosso servo perpétuo.
Bendigo e dou graças a Deus que por sua misericórdia me tem concedido esta confiança em Vós, que eu olho como uma prenda de minha salvação.
Ah, infeliz de mim!
No tempo passado caído na culpa por não ter recorrido a Vós;
E tenho por certo que se a Vós me encomendo me ajudareis e me sairei vitorioso;
Mas este é meu temor; que nas ocasiões de pecar deixe de chamar-vos em minha ajuda e assim me perca.
Concedei-me, pois, esta graça que ardentemente vos peço;
Alcançai-me que nos assaltos do inferno recorra a Vos dizendo;
Maria, ajudai-me;
Virgem do Perpétuo Socorro, não permitais que perca a meu Deus.
Rezar cinco Ave-Maria.
Fazer o pedido do favor que se deseja obter com este triduo.

Segundo Dia

Oh!, Mãe do Perpétuo Socorro!
Concedei-me a graça de que possa sempre invocar vosso poderosíssimo nome, já que ele é o socorro do que vive e a salvação do que morre.
Ah, Maria dulcíssima, Maria puríssima! fazei que vosso nome seja de hoje em adiante o alimento de minha vida.
Cada vez que Vos chame, Senhora minha, apressai-vos a socorrer-me, pois em todas minhas necessidades proponho não deixar de invocar-vos, dizendo e repetindo:
Maria, ajudai-me;
Maria!... Oh! que alimento, que doçura, que confiança, que ternura sente minha alma em somente repetir vosso nome e pensar em Vos!
Dou graças a Deus, que nos tem dado para o nosso bem esse nome tão doce, tão amável e tão poderoso!
Mas não me contento em pronunciar vosso bendito nome;
Quero pronuncia-lo por amor, quero que o amor me recorde que sempre devo chamar-vos:
Mãe do Perpétuo Socorro.
Rezar cinco Ave-Maria.
Fazer o pedido do favor que se deseja obter com este triduo.

Terceiro Dia

Oh! Mãe do Perpétuo Socorro!
Vós sois a dispensadora de todas as graças que Deus nos concede a nós pecadores;
E se Vos tem feito tão poderosa, tão rica e tão benigna, é para que nos socorrais em nossas misérias.
Vos sois a Advogada dos réus mais abomináveis e desamparados que a Vos recorrem;
Socorrei-me também a mim, que a Vos me encomendo, em vossas mãos ponho minha eterna salvação e a Vos entrego minha alma;
Contai-me no número de vossos mais especiais servos;
Acolhei-me abaixo vossa proteção, e isso me basta.
Sim, porque se Vos me protegeis já nada temerei;
Não temerei meus pecados, porque Vós me alcançareis perdão deles;
Não temerei aos demônios, porque Vós sois mais poderosa que todo o inferno;
Não temerei ao meu próprio Juiz, Jesus Cristo, porque com uma súplica vossa se aplaca o justa juízo divino.
Somente temo que por meu descuido deixe de encomendar-me a Vós, e assim me perca.
Obtende-me, Senhora minha, o perdão de meus pecados, o amor a Jesus Cristo, a perseverança final e a graça de acudir sempre a Vos,
Oh! Mãe do Perpétuo Socorro!
Rezar cinco Ave-Maria.
Fazer o pedido do favor que se deseja obter com este triduo.

Oração Final

V. Vos tens feito, Senhora, nosso Refúgio.
R. Socorrei-nos oportunamente na tribulação.

Oração.

Deus Onipotente, que em tua misericórdia nos deste a imagem de tua bem-aventurada Mãe, para que com o título especial de Perpétuo Socorro a venerassemos:
Concedei-nos, Senhor, que em todas as vicissitudes de nossa peregrinação nesta vida sejamos, com a continua proteção da Imaculada e sempre Virgem Maria, assistidos e amparados e mereçamos conseguir os prêmios eternos de tua Redenção.
Que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.


NOVENA REDENDORISTA

Oferecimento
 
Ó Mãe do Perpétuo Socorro / ó meus amáveis protetores São José e Santo Afonso Maria / eu vos ofereço esta novena / por intenção dos doentes / dos aflitos e atribulados / dos pobres pecadores / pelas necessidades da Igreja / por suas vocações sacerdotais, religiosas e leigas / por minha família / e por minhas intenções particulares. / Dignai-vos atender-me bondosamente. Amém!
 Invocações à Mãe do Perpétuo Socorro
Eis,aqui, ó Mãe do Perpétuo Socorro / aos vossos pés um miserável pecador / que a Vós recorre e em Vós confia. / Ó Mãe de misericórdia, tende piedade de mim! / Ouço que todos Vos chamam o Refúgio e a Esperança dos pecadores; / logo então, sede Vós o meu refúgio e a minha esperança. / Por amor de Jesus Cristo, socorrei-me. / Dai a mão a um mísero caído, / que a Vós se entrega e recomenda. / Eu bendigo e rendo graças a Deus, por se ter dignado conceder-me esta confiança em Vós / que eu considero um penhor de minha salvação eterna. / Ah! É mais do que certo que no passado / quando tive a desgraça de cair, / a Vós não recorri. / Contudo, ó minha benigníssima Mãe, / não me recuseis o Vosso socorro; / pois sei que com ele serei vencedor. / Sim, sei que vireis em meu socorro / se a Vós me recomendar; / mas temo as ocasiões de pecar, / receio deixar então de invocar o Vosso Auxílio, / e deste modo perder-me. / É esta a graça que peço / e Vos conjuro que m’a concedais; / fazei, ó Maria / que eu a Vós recorra / em todos os assaltos que me der o inferno, / e que eu possa dizer-Vos continuamente: / Maria, ajudai-me! Mãe do Perpétuo Socorro. / Não permitais que eu perca o meu Deus!
Reza-se três Ave-Marias.
Maria:
Saúde dos enfermos                      TodosRogai por nós.   
Consoladora dos aflitos                 TodosRogai por nós.
Refúgio dos pecadores                   TodosRogai por nós.

Rainha dos apóstolos           
TodosEnviai-nos muitas e santas vocações.
Rogai por nós, ó Mãe do Perpétuo Socorro
Todos: Para que sejamos dignos...
Oração
Ó Deus fiel e misericordioso, / que nos destes a graça de venerar a vossa bem aventurada Mãe, sob o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, concedei-nos que em todas as nossas necessidades, sejamos acompanhados pela proteção da Virgem Maria, e que, depois de nossa peregrinação nesta vida, alcancemos o prêmio da Redenção Eterna. Vós que viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém!
Oração de Santo Afonso à Santíssima Virgem
Santíssima Virgem Imaculada, / Maria, minha Mãe, / a Vós que sois a Mãe do meu Senhor, / a Rainha do Mundo, / a advogada, a esperança, o refúgio dos pecadores / recorro hoje eu, que sou o mais miserável de todos. / Aos vossos pés me prostro, ó grande Rainha, / e vos dou graças por todos os benefícios / que até agora me tendes feito, / especialmente por me haverdes livrado do inferno / por mim tantas vezes merecido. / Eu vos amo, Senhora amabilíssima, / e pelo amor que vos tenho, / prometo servir-vos sempre / e fazer quanto possa para que de todos sejais servida. / Em Vós depois de Jesus, ponho todas as minhas esperanças, / toda minha salvação. / Aceitai-me por vosso servo, / e acolhei-me debaixo do vosso manto, / ó Mãe de misericórdia! E já que sois tão poderosa para com Deus, / livrai-me de todas as tentações / ou impetrai-me força para vencê-las até a morte. / A Vós suplico o verdadeiro amor a Jesus Cristo, / de Vós espero alcançar uma boa morte. / Minha Mãe, pelo amor que tendes a Deus, / vos rogo que me ajudeis sempre, / mormente no último instante de minha vida. / Não me desampareis enquanto não me virdes salvo no céu, / a bendizer-vos e a cantar as vossas misericórdias / por toda a eternidade. / Assim espero, assim seja.


 Invocações à São José
(De joelhos)
Lembrai-vos, ó puríssimo esposo da Virgem Maria, / ó meu amável protetor, São José / que nunca se ouviu dizer / ficasse sem consolo/ quem invoca vossa proteção / e solicita vosso apoio. Cheio desta confiança, apresento-me diante de vós / e animado de fervor / me recomendo a vós. / Ah! Não desprezeis minha súplica / ó Pai nutrício do Redentor / mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
Amparo das famílias:                              Todos: Rogai por nós!
Esperança dos enfermos:                        Todos: Rogai por nós!
Padroeiro dos agonizantes:                     Todos: Rogai por nós!



BÊNÇÃO COM O ÍCONE DE

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
Ó Maria, Mãe do Perpétuo Socorro, abençoai o povo desta cidade, cidades vizinhas e todos os vossos devotos.
Protegei os pais, as mães, os jovens, os adolescentes, as crianças e os idosos.
Restituí a saúde aos enfermos.
Confortai os aflitos.
Ajudai-nos a resolver os nossos problemas pessoais e familiares.
Sede nossa Mãe do Perpétuo Socorro e dai-nos a vossa bênção.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Amém!



CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA

        Eu vos saúdo, ó Maria, Mãe do Perpétuo Socorro. Eu vos saúdo, Rainha do céu e da terra, a cujo império, está sujeito tudo o que existe abaixo de Deus. Eu vos saúdo, Refúgio dos pecadores, cuja misericórdia jamais falhou. Atendei à vontade que tenho de possuir o Amor Eterno, a graça de Deus, a salvação eterna. Dai-me a graça de ser discípulo de Jesus na santidade dos costumes, no cumprimento dos deveres, no zelo da salvação das almas. Transformai a minha vida em um santuário de virtude onde Jesus seja o centro. Recebei, ó Maria, meus votos e desejos e ofertai-os a Jesus. Quero que Ele receba, por Vossas mãos, os meus obséquios, e por Vosso Coração, o meu coração.
Consagro-me, pois, inteiramente a Vós, e ponho-me inteiramente em Vossas mãos. Em Vossas mãos eu renovo as promessas do meu Batismo; renuncio ao demônio, suas obras, suas pompas. Em Vossas mãos, eu me comprometo a levar a minha cruz, obrigando-me a imitar-Vos. Em Vossas mãos eu deposito o propósito de ser fiel a Jesus, mais fiel do que tenho sido até agora.
Ó Maria, eu Vos escolho por minha Mãe e Mestra. Eu vos consagro tudo o que tenho e tudo o que sou. Eu Vos dou o meu corpo, a minha alma, os meus bens, o meu passado, o meu presente, o meu futuro, as minhas alegrias, as minhas dores, a minha vida, a minha morte, a minha eternidade. Disponde de mim como Vos aprouver. Recebei este meu ato de amor: quero ser Vossa para ser de Jesus.
Santa Mãe do Perpétuo Socorro, abençoai-me!
Amém!




FLOR PRIMOROSA
Por Stª Terezinha do Menino Jesus

Doce Jesus no colo de Maria Virgem,
tu és amor, numa visão sagrada,
amor que entre mistérios irradia,
E te exila do céu tua morada.
Ah! Deixa-me esconder-me sob o véu,
que te disfarça a todo olhar mortal,
vou prelibar um gostinho do céu,
Bem junto a ti oh Estrela Matinal.
No despertar de cada nova aurora,
ao sol que surge o céu todo se anima,
surge a primeira bela flor nesta hora,
sorvendo a terna unção que vem de ti Jesus.
Oh! És tu meu bom Jesus, flor primorosa.
Que assim contemplo apenas entreaberta,
Ah! Sim! És tu a cativante rosa,
Rubro botão de graça que desperta...
Despertar, despertar, despertar...
Despertar, despertar, despertar...
Flor Primorosa!



“Louvada, amada, invocada, bendita eternamente sejais, ó Senhora do Perpétuo Socorro, minha esperança, meu amor, minha mãe, minha felicidade e vida minha. Assim seja.” (Sto. Afonso Maria de Ligório).

Em milhares de igrejas espalhadas pelo mundo inteiro, nas quartas-feiras, tradicionalmente, se realiza a novena em honra a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que teve início no dia 11 de Julho de 1922 nos Estados Unidos.
Vários nomes foram dados a esse quadro: Virgem da Paixão”, “A Madona de Ouro”, “A Mãe dos Lares Católicos”, “A Mãe dos Missionários Redentoristas”. O nome escolhido pela própria Virgem Maria é “Mãe do Perpétuo Socorro”. É também o nome pelo qual o Papa Pio IX pediu aos missionários redentoristas que a fizessem conhecida no mundo inteiro. Sua história é a história de como Deus orienta os acontecimentos humanos para os desígnios divinos.
Pouco se sabe sobre o autor e a origem do quadro da Virgem do Perpétuo Socorro, o que se imagina é que tenha sido pintado por um artista grego, devido às inscrições, na parte superior do quadro, onde temos as letras gregas que significam “Mãe de Deus”O que mais nos impressiona no quadro é a figura do menino, que encontra no colo de sua mãe o seu socorro. No quadro, o Menino Jesus contempla um dos anjos, que respectivamente seguram nas mãos os instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros da Paixão e Morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos.
Ao correr para os braços de sua mãe, o Menino Jesus deixa dependurado o cadarço de sua sandália, a nos indicar que até mesmo no último momento devemos estar ligados a ele e a sua Mãe, como o definitivo socorro.
Quanto a Maria, seu olhar é grandioso a nos fitar com ternura, ela toma as mãozinhas do seu menino e nos apresenta como seu e o nosso Perpétuo Socorro.
Segundo uma antiga tradição, o quadro é uma pintura em estilo bizantino, e é também uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas evangelista, que além de médico e escritor, era pintor.
Conta-se que um rico comerciante em viagem pela região da Ilha de Creta, ao contemplar o quadro em uma igreja, não se conteve, e o furtou trazendo-o para Roma. O fato deixou a população da ilha entristecida.
Quando o comerciante faleceu a Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava o quadro em casa. Nossa Senhora pediu que o quadro fosse entronizado na Igreja de São Mateus e que lá fosse invocada como mãe do Perpétuo Socorro.
Esteve o milagroso quadro em poder dos Agostianos, depois dos Redentoristas, e, no ano de 1866, foi introduzido na igreja de Sto. Afonso. O Santo Padre Papa Pio IV recomendou aos filhos de Santo Afonso Maria de Ligório(Redentoristas): “Fazei que o mundo conheça o Perpétuo Socorro”.No Brasil, a devoção chegou no ano de 1893 e à nossa cidade de Itajaí, em 1972.
O quadro por si só fala mais que muitos livros; incontáveis são os favores daquela expressão de fé, e manifestação do perpétuo amor de Deus.
“Elevo meus olhos para o monte de onde virá o meu socorro [...] o meu socorro vem do Senhor...”.

O ÍCONE DA VIRGEM
Muitos autores afirmam que o primeiro Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi pintado em  madeira por São Lucas, no século I, na época em que a VIRGEM MARIA morava em Jerusalém. Revela a tradição que Ela com o MENINO JESUS aos braços viu a pintura e apreciou muito, abençoando o artista e o seu trabalho.
Quando Lucas completou o Ícone, é tradição que ele deu de presente ao seu amigo pessoal e patrono Teófilo, e viajou em companhia de São Paulo, no prosseguimento do trabalho de evangelização.  
Consta ainda de informações antigas, que em meados do século V, o Ícone da VIRGEM foi encontrado no Império Bizantino. Santa Pulquéria, que era Rainha e governava o país, ergueu um Santuário em honra da VIRGEM MARIA em Constantinopla, e segundo fontes fidedignas, aquele Ícone permaneceu lá por muitos anos, onde nossa MÃE SANTÍSSIMA era venerada por milhares de cristãos: reis, imperadores, santos e pecadores, homens, mulheres e crianças, ricos e pobres, e sobre todos derramava, uma quantidade incontável de graças, milagres e benefícios. Também neste período, se tem conhecimento de que já existia pelo menos uma copia do original, que se encontrava no salão imperial de audiências da Rainha em Constantinopla.
Por outro lado, desde tempos remotos, a arte sempre foi influenciada pela religiosidade popular, e mais especificamente nos séculos XII e XIII, com muito fervor foi colocada em grande evidência a Natureza Humana de JESUS, sendo divulgados com frequência os sofrimentos da Paixão, o Drama do Calvário do SENHOR e as Dores de NOSSA SENHORA. Aqueles fatos tristes e terríveis centralizavam a devoção das pessoas, que pelo cultivo deles, revelavam a grandeza de seu piedoso amor e carinho a JESUS e a VIRGEM MARIA. Neste sentido, dois grandes Santos da época contribuíram exercendo uma forte influência com suas pregações, para que existisse de fato um acentuado exercício da devoção aos sofrimentos do SENHOR: foram São Bernardo de Claraval e São Francisco de Assis.
E esta ênfase foi sentida principalmente no Oriente, através da obra evangelizadora dos Padres Franciscanos. E desta realidade, resultou o aparecimento de uma manifestação artística denominada “Kardiotissa”, derivada da palavra grega (kardia ou kardio, que significa coração). Assim, a denominação artística “Kardiotissa” ou “Kariotissa” significava (revelar misericórdia e piedade, mostrar um sentimento de compaixão). Então, esta corrente de pintores colocava as imagens sacras de seus quadros, expressando algum tipo de dor e sofrimento em relação à Paixão do SENHOR.
Historicamente fomos encontrar informações fidedignas relacionadas à pintura de São Lucas, somente a partir desta época, e mais precisamente no ano 1207, num despacho do Papa Inocêncio III, em face da admirável quantidade de milagres que NOSSO SENHOR realizava, pela intercessão de sua MÃE, representada numa pintura em madeira, com o MENINO JESUS ao colo, que afirmavam ser a pintura de São Lucas. Sua Santidade o Papa declarou que “verdadeiramente a alma de MARIA parecia se encontrar na imagem, uma vez que era tão bonita e tão milagrosa”.
Segundo afirma a tradição, São Lucas era grego, da mesma maneira que os seus pais. Assim o estilo bizantino originário daquela região, estava por assim dizer, no seu sangue. Então, nos séculos XII, XIII e XIV, os pintores fizeram diversas cópias em madeira e tela, criando o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO, procurando mesclar o estilo bizantino de Bizâncio, com aquela nova manifestação artística, buscando colocar expressões de sofrimento, dor e expectativa, nas faces da VIRGEM MARIA e do MENINO DEUS.
Importante, todavia, era que o poder da graça Divina continuava operando de maneira notável naqueles Ícones benzidos e consagrados, que se tornaram verdadeiros intercessores milagrosos. A VIRGEM MÃE DE DEUS continuou vivendo naquelas imagens, ajudando, socorrendo as necessidades das pessoas, protegendo, inspirando, e estimulando todos os seus filhos que buscavam a ternura de seu inefável afeto e tão querido amor.
Entretanto o Ícone original desapareceu misteriosamente. A tradição comenta que foi durante o cerco de Constantinopla.
A conquista da capital bizantina pelo Império Otomano, no dia 29 de Maio de 1453, causou o desaparecimento de diversas relíquias cristãs, de valor inestimável. Descreve a tradição que na véspera da queda da Cidade, durante o reboliço vivido pela multidão, cada pessoa se movimentava articulando alguma providência para escapar do cerco turco. À noite alguém se apossou do Ícone da VIRGEM e da Coroa Imperial, dos quais, nunca mais se teve qualquer notícia!
Este fato nos faz presente, que a passagem dos séculos não alterou e nem modificou o comportamento e a dedicação de MARIA em relação a humanidade, Ela continua demonstrado o mesmo carinho, a preciosa atenção e o perpétuo auxílio, através do Ícone pintado por São Lucas, assim como de todos os outros Ícones cópias e imagens, que visam, sobretudo, fazer com que Ela, a MÃE DE DEUS, seja mais conhecida e amada pelos seus filhos.


Assim o Ícone (“eikon”, palavra grega cuja tradução é imagem) de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO que normalmente conhecemos, é desse tipo: tradicional bizantino ligeiramente modificado pelo medieval estilo “Kardiotissa”. Nele observamos a VIRGEM MARIA segurando o MENINO JESUS aos braços, e ELE, com uma expressão de expectativa um pouco assustado, segurando fortemente com as duas pequenas mãos, o polegar direito de sua MÃE, e olhando na direção do Arcanjo Gabriel. O Arcanjo Gabriel está com a Cruz da Redenção e a esquerda da VIRGEM MARIA, está o Arcanjo São Miguel com os instrumentos da Paixão do SENHOR: a lança, o cravo de ferro, balde e a cana (vara de hissopo) com a esponja molhada no vinagre (conforme Jo 19, 29). Como uma criança assustada diante daqueles terríveis instrumentos de Sua Paixão, ELE deve ter se movimentado nos braços da MÃE e involuntariamente soltado de seu pé direito a sandália, que está dependurada. A face de NOSSA SENHORA é séria e triste, olhando em nossa direção, nos mostrando o seu pequenino e amoroso FILHO, e ao redor, os instrumentos da sua abominável flagelação e crucificação, suscitando nossa piedade e devoção, e nos convidando a lembrar sempre os motivos do sofrimento e das dores de JESUS para Redimir a Humanidade de todas as gerações. 
CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA

A Ilha de Creta na Grécia era uma possessão veneziana desde 1204. Pela facilidade de transporte e comunicação com a Europa, era o centro dominador da produção e distribuição de mercadorias entre o Oriente e o Ocidente.

No século XV, por volta do ano 1498, havia um Ícone muito bonito de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO numa Igreja na Ilha de Creta, que desde algum tempo vinha atraindo frequentadores e causando emoção pelos milagres de DEUS que aconteciam em face das orações, preces e suplicas do povo à MÃE DE DEUS na presença intercessora daquela imagem. Inclusive pessoas com elevada posição social afirmavam que aquele Ícone era o original pintado por São Lucas.  Ele já estava naquela Igreja há algum tempo e era conhecido e venerado por todas as pessoas. Um dia, um comerciante local, com sérios problemas pessoal e financeiro, que tinha planos de viajar para a Itália, roubou a imagem e a levou consigo num navio.

Por causa das embarcações não serem suficientemente resistentes, o percurso marítimo era margeando a costa do continente. Entretanto, já distante de Creta, se formou uma grande tempestade, e os marinheiros apavorados imploraram a misericórdia de DEUS, pedindo a NOSSA SENHORA que intercedesse por eles para salvar a embarcação e suas vidas. Suas preces foram ouvidas e eles foram salvos do naufrágio, sem saberem que dentro da embarcação existia uma cópia ou o original, do Ícone da VIRGEM DO PERPÉTUO SOCORRO.

O grego raptor da Imagem desembarcou em Veneza, e trabalhou durante um ano na cidade, quando decidiu mudar para Roma. A imagem seguia com ele, muito bem protegida. Instalado na Cidade Eterna há mais de quatro anos, em face do excesso de trabalho, pegou uma séria enfermidade, que se agravou na sequência dos meses.

Entre as amizades que formou, tinha um amigo especial, também grego como ele, que lá residia há mais de dez anos e inclusive tinha esposa e uma filha.  O raptor sabendo que seu estado de saúde não era bom abriu o coração e narrou ao amigo, à audaciosa aventura de sua vida: “Alguns anos passados, eu roubei um quadro com uma bela imagem da MADONNA na Igreja de Creta! Não era para vender. Estava atravessando uma fase infeliz nos negócios e queria uma proteção pessoal, a fim de ter coragem para me aventurar e desbravar outros horizontes. Não sou um fervoroso religioso, mas só de olhar a imagem, sempre senti crescer uma poderosa força dentro de mim. Por isso, agora doente, no fim da vida, peço levá-la a uma Igreja, e, por favor, descreva este fato apresentando as minhas desculpas. Eu lhe imploro que a imagem seja colocada numa Igreja onde o povo possa visitá-la e honrá-la”.
Assim que ele faleceu, o amigo encontrou o quadro e o levou para sua casa, a fim de mostrá-lo a sua esposa e juntos, escolherem a Igreja, aonde deveriam conduzi-lo. Mas, ao ver a imagem, a esposa ficou admirada e naquele primeiro momento não quis levar o Ícone da VIRGEM para uma Igreja. Na verdade, o casal não era muito religioso, rezavam às vezes, mas nunca seguidamente, por que também nada conhecia da obra de JESUS e da incomensurável grandeza do Amor Divino.


Aquele quadro foi colocado na parede da sala de refeições, e numa posição tão estratégica, que ao passar diante dele, ou estando à mesa durante as refeições, involuntariamente o olhar descansava na beleza invulgar e profunda da MÃE DE DEUS. E assim, do costume adquirido pelo casal de olhar a imagem sempre que se assentavam a mesa, seguiu a delicadeza dos gestos. Como primeira manifestação, o casal começou a se persignar diante da imagem antes das refeições. Depois se acostumaram a trocar algumas palavras diante da Imagem, como se a colocassem participando do assunto. E às vezes, em silêncio, deixavam o coração falar... No silêncio da voz o ouvido do coração se abria com mais nitidez a resposta do SENHOR. Outras vezes, confiantemente suplicavam a VIRGEM pedindo a Divina proteção no trabalho, para vencer as dificuldades do cotidiano, conservando-lhes a boa saúde para a continuidade da caminhada existencial.
Certo dia, oito meses após a morte do amigo, junto ao Ícone da VIRGEM, o casal conversava e trocava idéias, sobre a necessidade de ser cumprida a vontade do falecido, como condição primordial, para se conseguir uma necessária paz interior e também, a amizade de NOSSA SENHORA. Eles já estavam frequentando a Igreja com mais pontualidade e até faziam algumas orações. Por esse motivo, naquele momento, contritos e decididos diante da Imagem da VIRGEM, receberam uma“Luz”, que entenderam ser o desejo de NOSSA SENHORA, que o quadro fosse colocado numa Igreja situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão.
Naquele mesmo dia 27 de Março de 1499, a imagem foi levada para a Igreja de São Mateus Apóstolo, no Monte Esquilino, uma das sete colinas de Roma, que estava situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão. Foi colocada entre duas lindas colunas de mármore preto de Carrara, logo acima de um magnífico altar de mármore branco.
E se constituiu numa maravilha, durante três séculos, desde 1499 até 1798, a Igreja de São Mateus, foi uma das mais procuradas pelos peregrinos que visitavam Roma, porque queriam rezar diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.  
Entretanto, em 1796/1797, o exército francês sob o comando de Napoleão Bonaparte invadiu os Estados Pontifícios. Roma ficou diante da terrível ameaça do inimigo, a tal ponto que o Papa Pio VI, foi forçado a assinar um Tratado de Paz, o Tratado de Tolentino, em 17 de Fevereiro de 1797.
Todavia, um ano após a assinatura do Tratado, o general francês Louis Alexandre Berthier marchou sobre Roma e proclamou a "República Romana Livre". Ele mentiu, dizendo que não havia liberdade e que o povo estava escravizado. Mas na realidade, o pretexto da quebra do Tratado de Paz foi justamente o assassinato de um general da embaixada francesa em Roma, de nome Mathurin Léonard Duphot, num tumulto popular provocado por revolucionários franceses e italianos no dia 28 de Dezembro de 1797. E por esse motivo, pelo fato de ter mentido e ser muito autoritário, pouco depois, Berthier foi substituído pelo general francês André Masséna.
Em 03 de junho de 1798, o General André Masséna querendo espaço para instalações militares e administrativas na cidade, ordenou que trinta Igrejas fossem destruídas! Uma delas foi a Igreja do Apóstolo São Mateus, onde estava o Ícone da VIRGEM! Foram dias difíceis para os cristãos e as Ordens Religiosas. E como também o Mosteiro Agostiniano estava na relação e foi destruído, os Padres foram autorizados a retornar a Irlanda, a terra natal. Os monges se dividiram: alguns voltaram para a Irlanda, outros ficaram na Igreja Matriz de Santo Agostinho, em Roma e os demais, levaram o Ícone milagroso de NOSSA SENHORA e se mudaram para o Mosteiro de Santo Eusébio, que era pobre e antigo, necessitando de urgentes reparos e muita limpeza.
A imagem de NOSSA SENHORA ficou em Santo Eusébio durante 20 anos. O local foi tratado e ampliado, mas eram poucos monges que viviam ali e o povo quase não tinha acesso a imagem, e assim, também pelo fato de ser muito grande para eles, em 1819, o Papa Pio VII, pediu aos jesuítas para assumirem Santo Eusébio. O Santo Padre deu aos agostinianos a Igreja e o Mosteiro de Santa Maria, em Posterula, do outro lado da cidade, para onde os monges levaram a Imagem milagrosa da VIRGEM MARIA e a colocaram num lugar de honra na Capela do Mosteiro.
Entre os agostinianos estava Frei Agostinho Orsetti que era muito caprichoso e organizado, mantendo a sacristia e as imagens em Santa Maria, com o maior rigor de limpeza. Também treinava os coroinhas, ensinando-lhes o preparo e trabalho no Altar, durante a Santa Missa e primordialmente, o posicionamento correto e digno, nas celebrações e solenidades religiosas. Um dos coroinhas de nome Michael Marchi se tornou muito amigo do Frei Agostinho e sempre estavam conversando. O Frei sempre lhe dizia: “Michael, observe bem esta imagem. É um Ícone muito antigo. É a milagrosa VIRGEM MARIA que estava na Igreja do Apóstolo São Mateus, única imagem nesta cidade. Muitas pessoas vinham rezar diante dela e suplicar sua eficaz intercessão junto a DEUS. Lembre-se sempre do que estou lhe dizendo”.
Em 1854, a Ordem dos Redentoristas foi fundada por Santo Afonso de Ligório. Compraram uma área de terra no Monte Esquilino, no local chamado Villa Caserta, que por uma coincidência toda especial, a tal área também abrangia o local onde existiu a Igreja de São Mateus Apóstolo, onde o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi louvado e honrado por muitos cristãos.
Em 1855, Michael Marchi desejando se tornar sacerdote entrou na Ordem Redentorista. Em 25 de março de 1857, fez os votos de pobreza, castidade e obediência e continuou os seus estudos, sendo ordenado sacerdote no dia 2 de outubro de 1859.

Um dia, quando a Comunidade estava no recreio, um Padre mencionou que havia lido alguns livros antigos sobre uma Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA, que tinha sido venerada na antiga Igreja de São Mateus Apóstolo. Padre Michael Marchi com alegria falou para todos: "Eu sei sobre o Ícone milagroso da VIRGEM MARIA. Seu nome é NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e ele pode ser encontrada na Capela dos Padres Agostinianos, no Mosteiro de Santa Maria, em Posterula. Eu vi a imagem muitas vezes durante os anos de 1850 e 1851 quando ainda era um jovem estudante universitário e servi como coroinha, a Santa Missa em sua Capela”.
Em 7 de Fevereiro de 1863, Francis Blosi, um Padre jesuíta durante uma Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, fez um sermão sobre a famosa imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Ele descreveu a imagem da VIRGEM MARIA, e disse:"Espero que alguém na multidão de fiéis que me ouve, saiba onde a imagem está! Se assim for, por favor, diga a pessoa que mantém o Ícone da MÃE DE DEUS escondido por setenta anos, que a VIRGEM ordenou ser este quadro colocado numa Igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e esta Bailica onde estamos, de São João de Latrão. Esperemos que a pessoa se arrependa de seu ato impensado e traga a Imagem para ser colocada no Monte Esquilino, a fim de que todos os fiéis novamente possam honrá-la."
O sermão do Padre Blosi logo ficou conhecido dos Padres Redentoristas. Sabendo que sua Igreja estava localizada próximo ao local da antiga Igreja de São Mateus Apóstolo, apressaram-se em levar a notícia ao Padre Mauron, que era o Superior Geral dos Redentoristas. Padre Mauron ouviu a notícia e sentiu uma grande alegria, mas não teve pressa. Ele orou por quase três anos para conhecer a Santa Vontade de DEUS, nesta importante questão.
Em 11 de dezembro de 1865, o Padre Mauron e o Padre Michael Marchi, pediram uma audiência ao Papa Pio IX. Ansiosamente, os dois padres, descreveram ao Papa, a história detalhada da imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Eles relembraram inclusive, que a VIRGEM MARIA manifestou o desejo de que a Imagem fosse colocada numa igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e São João de Latrão. Depois de ouvir toda a história, o Papa perguntou-lhes se tinham colocado aquela solicitação por escrito. Padre Mauron entregou a Sua Santidade, um documento que o Padre Marchi tinha escrito e assinado sob juramento.
Sensibilizado com aquela narrativa e tendo o Santo Padre o Papa Pio IX, um grande amor à VIRGEM MARIA, imediatamente pegou a folha de papel onde o Padre Marchi tinha escrito o seu testemunho, e de próprio punho, escreveu uma mensagem no verso do documento:
11 de Dezembro de 1865:
O Cardeal Prefeito vai convocar o Superior da pequena comunidade de Santa Maria, em Posterula e lhe dirá que é nossa vontade que a Imagem de MARIA SANTÍSSIMA, que esta petição trata, seja devolvida a Igreja situada entre São João de Latrão e Santa Maria Maggiore. Todavia, o Superior da Congregação do Santíssimo Redentor está obrigado a substituí-la por outra imagem adequada.
(assinado) O Papa Pio IX


O Papa falou e como é lógico, o caso foi encerrado. A MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO, logo estaria em casa, depois de quase 75 anos distante. Na madrugada do dia 19 de Janeiro de 1866, Padre Michael Marchi e Padre Ernesto Bresciani atravessou a cidade de Roma, indo até Santa Maria, em Posterula, para obter a imagem sagrada.
Os agostinianos estavam tristes por ver a sua amada MADONNA partir, mas eles se regozijaram que NOSSA SENHORA voltasse a ser homenageada no lugar onde Ela desejava. Os monges agostinianos quiseram uma cópia exata da imagem original, e isso lhes foi dado pouco tempo depois, conforme a decisão do Santo Padre, o Papa.
Os Redentoristas de Santo Afonso esperaram alegremente pela chegada de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e sentiram uma grande felicidade sabendo que Ela ia permanecer definitivamente na sua Igreja. Mas, embora as cores do Ícone ainda estivessem brilhantes, havia muitos buracos de pregos na parte posterior do quadro. Um talentoso artista polonês, que viveu em Roma, foi convidado e restaurou a imagem, cujo trabalho terminou no princípio do mês de Abril.
Dia 26 de abril de 1866, Festa de NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO, uma grande procissão partiu do Mosteiro de Santo Afonso. Durante a procissão muitos acontecimentos milagrosos foram relatados. Uma pobre mãe vendo que a procissão se aproximava, pegou o seu filho de quatro anos de idade, que estava quase morto na cama, com uma doença no cérebro, com febre constante nas últimas três semanas, segurou firme a criança e levou-a até a janela. Quando a Imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO passou ela gritou: "Ó boa Mãe, quer curar o meu filho ou quer levá-lo consigo para o Paraíso?" Dentro de poucos dias o menino ficou totalmente curado. Ele foi com sua mãe a Igreja de Santo Afonso para acender uma vela de ação de graças no Santuário de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.
Em outra casa uma menina de oito anos, estava aleijada e desamparada, desde a idade de quatro anos. Quando a procissão se aproximava e a Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA chegou perto, a mãe da criança ofereceu sua filhinha à SANTÍSSIMA VIRGEM. De repente, a criança sentiu uma grande mudança, e recuperou parcialmente o movimento de seus braços e das pernas. Ao ver isto, a mãe ficou muito confiante de que NOSSA SENHORA ia de fato ajudar a menina. No dia seguinte, logo pela manhã, levou a criança a Igreja de Santo Afonso e colocou-a diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Olhando para a Imagem, rezou: "Agora, ó minha Mãe MARIA, termine o trabalho que a Senhora começou." Ela mal tinha acabado de dizer as palavras e de repente à menina se levantou sobre seus pés, totalmente curada!
Na Igreja de Santo Afonso o Ícone da VIRGEM foi colocado no Altar mor. A Igreja estava toda decorada e o Altar feericamente iluminado com grande quantidade de velas. Terminada a procissão, foi celebrada uma solene Santa Missa de ação de graças e, em seguida, o senhor Bispo concedeu a bênção com o Santíssimo Sacramento.
No dia 05 de maio de 1866, o Papa fez uma visita pessoal ao Santuário para conhecer e rezar diante do Ícone da VIRGEM MÃE.
Anos após, um novo Altar de mármore em estilo gótico foi construído possuindo no centro superior uma magnífica decoração brilhante, com guarnição em ouro. Quando tudo estava terminado, o Ícone da VIRGEM MARIA foi carinhosamente colocado naquele lugar, onde se encontra até hoje. A primeira Santa Missa celebrada no novo Altar do Santuário foi no dia 19 março de 1871, Festa de SÃO JOSÉ.